O tema economia na pandemia é algo que intriga do mais simples ao mais sábio conhecedor das estruturas econômicas pelo mundo. A verdade é que o novo Coronavírus (ou SARS-CoV-2) vem produzindo repercussões não apenas de ordem biomédica e epidemiológica em escala global, como também em temas importantes como economia, sociedade, cultura e política.

Os cálculos de infectados e vítimas fatais, assim como compreender como isso se dará no reflexo sobre os sistemas de saúde e cotidiano profissional de bilhões de pessoas pelo mundo, tem levantado questões relevantes sobre as possibilidades de sustentação econômica do sistema financeiro e da população em relação a saúde mental, acesso a bens essenciais e outros.

Acreditamos que o primeiro passo para iniciar uma retomada é compreender o que vem ocorrendo nos mercados globais, seus impactos em nossa própria economia e quais são as mais significativas previsões que poderão trazer mudanças bruscas no mundo e em nossas culturas.

Como o novo Coronavírus impactou o valor do câmbio?

As autoridades monetárias têm atuado forte para combater as notórias crises econômicas que vem avançando em razão do novo Coronavírus. Apesar dos esforços, o real ainda permanece entre as moedas mais desvalorizadas do período, que acabou por ver um aumento das tensões relacionadas à política.

Do dia 27 de janeiro até o presente momento (metade de Junho), o real se desvalorizou cerca de 24%. Trata-se da maior depreciação entre as 33 divisas mais líquidas do mundo. A queda só se equipara com o peso mexicano (que teve depreciação de 22%), o rublo russo (depreciação de 15%) e o rand sul-africano (depreciação de 21%).

O Banco Central tem atuado para superar os desafios da economia na pandemia, injetando mais de US$ 17 bilhões através de leilões no mercado à vista, mais de US$ 12 bilhões em leilões de linha (que envolvem venda com compromisso de recompra do dólar) e mais de US$ 12 bilhões em operações de swap cambial até o momento.

Além disso, o BC também tem oferecido mais de US$ 6 bilhões em operações compromissadas em moeda estrangeira, uma modalidade que não era oferecida ao mercado desde a crise de 2008. Para se ter uma ideia, somente em março (mês mais agudo da crise), foram mais de US$ 29 bilhões colocados à disposição do mercado através de diferentes ferramentas de apoio.

Como dito, é uma crise econômica de reflexo de outra crise (sanitária) que desafia até os mais qualificados economistas mundiais. Apesar da queda brusca, a avaliação do grau de variação das reservas internacionais do Brasil (uma das mais eficientes formas de averiguar o tamanho da intervenção na economia) ficou em linha na comparação com outros países emergentes. O Instituto Internacional de Finanças (IIF), por exemplo, mostra que o Brasil teve uma queda de 6,5% das reservas internacionais em março.

Em fevereiro o governo Federal apostava, depois de análises, em um impacto de menos de 1 ponto percentual no crescimento previsto de 2% do PIB em 2020. No começo de Abril, no entanto, a projeção oficial foi de 2,1% para 0,02% em 2020.

Diversos analistas e pesquisadores apontam que o Brasil enfrentará um recuo da economia em patamares parecidos com a crise financeira de 2008 e da crise da greve dos caminhoneiros em 2018.

Impactos do novo Coronavírus na economia global

O impacto da economia na pandemia causada pelo novo Coronavírus também se dissemina nos mercados globais. Segundo levantamento feito pelo instituto econômico KOF da ETG Zurique em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o Barômetro Global Coincidente caiu em 8,5 pontos em Abril (de 77,9 pontos para 69,4 pontos), o menor nível desde maio de 2009, sinalizando aprofundamento da desaceleração do PIB Mundial.

O Barômetro Global Antecedente também foi mensurado, e recuou 12,5 pontos em Abril, passando de 86,9 pontos em março para 74,4 pontos em abril. O Fundo Monetário Internacional (FMI), já afirmou que a pandemia está caminhando para levar a economia global a um choque maior do que a crise financeira de 2008.

A China, segunda maior economia do mundo, enfrenta um grande abalo por causa do novo Coronavírus e já fechou inúmeras fábricas e centros comerciais. Além disso, o país também colocou diversas regiões sob quarentenas e, por consequência, também tem deixado um grande número de chineses em casa abalando seu próprio sistema econômico.

As alterações mais significativas estão no consumo e atividade econômica do país, não só de seus habitantes como de diversos outros países que mantém relações comerciais intrínsecas com a China.

A Goldman Sachs já está prevendo um crescimento de 3% em 2020 para a China (ante projeção de 5%). No primeiro trimestre deste ano o banco reduziu a expectativa do PIB chinês de 2,5% na comparação anual para um encolhimento de 9% na atividade econômica.

Nos Estados Unidos, o banco prevê um corte de previsão do PIB de 1,2% para 0,4% neste ano. A previsão do primeiro semestre da economia americana foi de 0,7% para 0%. Já o segundo semestre de 2020 há a previsão de uma queda ainda mais acentuada, de 0% para contração de 5%.

Apesar do vírus estar concentrado em maior parte na China e Estados Unidos, a doença já se espalhou por mais de 60 países de todos os continentes, provocando o fechamento de fábricas e comércios, além de interrupções em diversas atividades de produção.

Governos ao redor do mundo têm tomado medidas sem precedentes para apoiar trabalhadores e empresários durante a pandemia, que já infectou mais de 2 milhões de pessoas pelo mundo (até o presente momento).

O que a pandemia poderá mudar em nossos hábitos?

A crise da economia na pandemia também se reflete em nossas sociedades, trazendo questionamentos importantes sobre o entendimento de que mundo novo encontraremos e como nos prepararmos para o que virá.

Diversos especialistas em epidemiologia, biologia, história e antropologia acreditam que mudanças que levariam décadas para acontecer, principalmente nos campos tecnológicos e de saúde, podem se implementar no susto em questão de poucos anos. Em entrevista, a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, professora de Princeton nos EUA, acredita que vivemos um marco para o fim do século 20. Segundo ela, apesar de usarmos o marcador de tempo para virar séculos, é a experiência humana que constrói o tempo e as mudanças.

Para tal, ela utilizou o exemplo do fim do século 19, com a gripe espanhola e a primeira guerra mundial (já em meados de 1920), onde houve uma ruptura com o século 19 e uma ressignificação sobre nossas prioridades e um entendimento sobre a capacidade destrutiva do homem.

Para muitos futuristas internacionais a pandemia irá acelerar e antecipar mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação a distância, a busca por maior sustentabilidade e a cobrança mais sóbria, por parte da sociedade, para que as empresas sejam mais responsáveis do ponto de vista social.

Outras, menos desenvolvidas, entretanto embrionárias, ganham novo sentido diante da revisão de valores provocada pela crise sanitária. Os exemplos mais claros estão no fortalecimento de valores como empatia e solidariedade, assim como um maior questionamento sobre os modelos de sociedade.

De forma estrutural e natural, é possível dizer que algumas mudanças devem trazer novos conceitos de funcionamento para empresas e sociedades. Os mais claros passam por:

  • Revisão sobre hábitos de consumo e economia familiar;
  • Reconfiguração de espaços no comércio;
  • Modelos novos e diferentes de negócios para restaurantes;
  • Criação de experiências culturais online mais imersivas;
  • Maior eficiência e investimento no Shop Streaming.

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Otimismo é a chave para nos recuperarmos!

Apesar de toda queda durante os meses de pico da pandemia sobre o mercado mundial, o governo Federal e sua equipe econômica vê caminhos positivos para que o Brasil mantenha uma postura otimista na recuperação da economia.

O motivo para isso está ligado ao fato de que não há registro de queda relativa às importações brasileiras para a China. Além disso, apesar da queda de 1% das exportações para a Europa, e de mais de 30% para os EUA e Argentina (países também bem afetados pela crise), as baixas são compensadas pelo aumento das exportações para a China.

O cenário, apesar de desafiador e alarmista no mundo, também revela uma face de oportunidades, onde há espaço para crescimento e bons investimentos.